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Craque

Postado em Joga bola em maio 11, 2011 por Schaffner

Texto do Ruy Miguel Tovar, pinçado daqui

Bob Marley, Junior Marvin, Paulo César Caju, Toquinho e Chico Buarque. Um poema bonito. Escrito há 31 anos. Quem viu, garante, não esquecerá.
É a 19 de Abril de 1980 que Bob Marley (o maior expoente da música jamaicana), Junior Marvin (guitarrista do Wailers) e Chris Blackwell (director da Island Records) chegam ao Brasil para participar numa festa da Island, a famosa editora discográfica. Aterram em Manaus para reabastecimento. E não só. O jacto não sai da pista por três horas. A ditadura militar do Brasil não vê com bons olhos aquela comitiva “esfumaçada”. Só após longas negociações as autoridades cedem ao desejo da equipa de Bob Marley mas não dão vistos de trabalho, o que impede a improvisação de um concerto, do agrado do povo brasileiro, louco por reggae. De Manaus para Brasília. Do Distrito Federal para o Rio.
É aí, com três horas de atraso, que os jamaicanos correm atrás do tempo, em direcção ao quilómetro 18 da Avenida da Sambaetiba, para um campinho onde estão à sua espera Chico Buarque, Toquinho, Alceu Valença e outros, todos da equipa da Island. As equipas são definidas num instante e escreve-se um dos mais belos poemas com Bob Marley, Junior Marvin, Paulo César Caju, Toquinho e Chico Buarque. As imagens televisivas não mentem: era equipa de deuses! Antes de começar o jogo, Bob Marley ganha uma camisola 10 do Santos e sorri: “Pelé”, diz. De seguida, avisa todo o mundo que joga em qualquer posição. Um (poli)valente, portanto. No final, um claro 3-0 com golos de Bob, Chico e Caju, o tal suplente de luxo do Brasil campeão mundial em 1970, o Brasil de Pelé, Jairzinho, Gérson, Rivellino e Tostão. Outro belo poema.
Caju, amante do reggae, é o mais expansivo com Bob Marley. “Sou fã da sua música”, ao que o jamaicano responde: “E eu do seu futebol. Ainda me lembro do Mundial-70.” Pouco mais de um ano depois, em Maio de 1981, Bob Marley morre vítima de cancro, aos 36 anos. É enterrado com uns cachimbos de canábis, a sua guitarra Gibson Les Paul, a bíblia do movimento rasta e uma bola de futebol. Que coisa! Um homem que não faz uma única menção ao futebol nas suas canções, que nunca passaria um controlo anti-doping e que nasce num país acima nos rankings da pobreza e abaixo nos rankings da FIFA é um fanático de futebol.
Antes dos concertos, Bob só relaxa com uma bola de futebol (vá, um charrito ou outro…). Nas gravações, idem, idem. O autocarro das digressões tem instalada uma televisão para ver jogos de futebol. Inclusive, o seu manager é uma das estrelas mais gloriosas do futebol jamaicano: Alan Skill Cole, o primeiro homem nascido na ilha que jogou no Brasil, quando assinou pelo Náutico nos anos 70.
Estamos nos anos 70, insistimos. “Aquele miúdo negro com uma melena apelativa que cresce em Trechtown, entre jogos de futebol do Boys Town FC (camisola vermelha, futuro negro; 75 seguidores no Facebook) e corridas desenfreadas para fugir à polícia e alcançar o Olimpo como Usain Bolt, já era. Converte-se. Não é daqueles rockstar egocêntricos cheio de álcool e droga. É um mestiço terceiro- -mundista que fala de paz e liberdade. Os rapazes da CIA não lhe acham graça nenhuma e incluem-no na sua lista de má fé, com muita vigilância e perseguição à mistura. A dois dias de dar um recital pela paz, declaram-lhe guerra e sofre um atentado na sua casa da Jamaica. No pasa nada. Bob Marley discursa na mesma, mostra as feridas de guerra a rir e é aplaudido por 80 mil entusiastas.”
Entre viagens e concertos pelo mundo fora, Bob Marley finta quem lhe aparece à frente. Até a morte. Em Abril de 1977, durante um jogo em Inglaterra, pisam-lhe o dedo gordo do pé direito. Os médicos detectam-lhe uma forma de melanoma maligno. Aconselham-no a amputar o dedo. Marley diz que não. Três anos depois, a 20 de Setembro de 1980, visita Nova Iorque. Sai do Hotel Essex House, a sul do Central Park, e cai desamparado. O cancro avança. Cérebro, pulmões, fígado. Dão-lhe um mês de vida. Faz uma tentativa desesperada. Viaja para a Alemanha e é atendido por um ex-médico das SS. Melhora. Get Up, Stand Up. O cabelo cresce-lhe e até volta a jogar futebol (one love). Mas cai novamente. Irrecuperável. Só um desejo: morrer na Jamaica. Apanha um avião. Faz escala em Miami. Daí não passa. Entra no Hospital Cedars-Sinai de urgência e morre. A Jamaica chora, o mundo também. A obra mestra do reggae deixa-nos a 11 de Maio de 1981. É enterrado com uma bola de futebol. Um poema. Belo. Como este, que nos tranquiliza a todos: “Don”t you worry about a thing, cause every little thing is gonna be alright.”

Estilo é tudo

Postado em Joga bola em abril 12, 2011 por Schaffner

Ozzy gremista

Postado em Balaio pop, Joga bola em março 31, 2011 por Schaffner

Beethoven, Ronaldo e a genialidade

Postado em Joga bola, Literatura em fevereiro 23, 2011 por Schaffner

Não li nada melhor nos quilômetros de textos publicados sobre a despedida de Ronaldo. Vale a pena conferir o texto do David Coimbra. A ilustração acima é do também genial Fraga.

Por que Beethoven era mau

As pessoas olhavam para Beethoven e nele viam um homem mau. É fácil perceber isso ao ler qualquer de suas tantas biografias. O próprio Beethoven não fazia nada para suavizar essa imagem. Ao contrário, tratava-se de um irritadiço que não poupava as pessoas da mediocridade em que viviam. Como era um gênio alçado muito acima da platitude dos mortais, pouco ligava para a caridade, a solidariedade ou a justiça social. Numa carta para um amigo, escreveu:
“Não quero saber de seu sistema ético. A força é a moralidade de um homem que se destaca do resto, e eu a tenho”.
De arrepiar. Alguém poderia dizer que isso era darwinismo puro uma geração antes de Darwin, ou Nietzsche puro duas gerações antes de Nietzsche, ou nazismo puro quatro gerações antes de Hitler. Não era nada disso.
Era solidão.
Obtive a prova ao deparar com uma carta que Beethoven escreveu aos seus irmãos, reproduzida num livro precioso e já esgotado, não adianta procurar: “As Grandes Cartas da História”, de Lincoln Schuster.
Nesse livro há uma carta de Alexandre, o Grande, para o homem que derrubaria e levaria à morte, o rei persa Dario III. Há uma carta de Agripina para seu filho Nero, ressaltando o amor de mãe, aliás inutilmente, já que logo depois ele ordenou que ela fosse estrangulada. Há cartas escritas pelos amantes proibidos Abelardo e Heloísa; pelo descobridor equivocado Cristóvão Colombo; pelos gênios Michelangelo e Leonardo da Vinci; por Blaise Pascal, o homem que contestou Descartes e disse que conhecemos a verdade não apenas pela razão, mas também pelo coração. E ainda há cartas de Spinoza, o meu filósofo favorito. Lá estão pulsando cartas de Voltaire, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson, de Washington, Robespierre e Danton, de Napoleão a Josefina, de Faraday a Sara Barnard, de Victor Hugo, Byron, Keats, Poe e Dostoievski, de Dickens, Lincoln, Wagner e Tchaicovsky. De Zola. De Trotsky. E de Lênin, que advertia ser Stalin “um homem demasiado rude”.
Há uma troca de correspondências es-pe-ta-cu-lar entre dois dos homens que mais admiro na História: Will Durant e H. L. Mencken. Em 1933, Durant perguntou a vários intelectuais qual era, para eles, o sentido da vida. Mencken respondeu:
“O senhor me pergunta, em suma, que satisfação encontro na vida, e por que razão trabalho. Trabalho pela mesma razão que uma galinha põe ovos. Há em toda criatura viva um impulso obscuro mas poderoso de funcionamento ativo. A vida quer ser vivida. A inação, a não ser como medida de recuperação entre duas fases de atividade, é penosa e arriscada para a saúde do organismo – e de fato é quase impossível. Só os moribundos podem ser realmente ociosos”.
E por aí vai, atirando pérolas pelos parágrafos afora.

Pena que você jamais, eu disse JAMAIS!, vai ler esse livro. Porque esgotou-se, e eu não empresto.
Mas dizia que nesse livro há cartas de Beethoven. Algumas para sua namorada misteriosa, que ele chamava de “Amada Imortal”, e a tal, que me referi acima, para seus irmãos, nunca enviada, para ser lida apenas depois de sua morte. No texto, Beethoven discorreu pungentemente sobre sua surdez:
“Ó homens que me considerais ou me fazeis passar por odiento, cabeçudo ou misantropo. Como sois injustos para comigo! (…) Nascido com um temperamento fogoso e ativo, acessível mesmo às distrações da sociedade, cedo tive de me afastar dos homens, de levar uma vida solitária (…), castigado pela experiência redobradamente triste da minha surdez. (…) Não me era possível dizer às pessoas: fale mais alto, grite, que eu sou surdo. Como me seria possível revelar a fraqueza de um sentido que eu deveria possuir num grau mais perfeito do que os outros homens, um sentido que dantes tinha em mim a maior perfeição?”
Beethoven continua carta abaixo confessando que havia pensado até em suicidar-se, mas decidiu viver por amor à arte – ainda havia muito a fazer, e ele fez. Suas maiores obras, compôs surdo.

Por isso Beethoven parecia um homem mau – ele se afastava das pessoas de medo delas. Com medo de que percebessem sua deficiência e o julgassem menor do que era, ele que era imenso.
Que trágica ironia, o homem que, junto com Mozart, foi o maior gênio da música, terminar os seus dias sem poder ouvir. O sentido mais importante para Beethoven, o sentido que, sem trocadilho, dava sentido à sua vida, ele o perdeu. Ronaldo, um gênio da bola, não viveu algo semelhante, ao encerrar a carreira sendo encarado pelos medianos mortais como não mais do que um centroavante gordo? Riam de Ronaldo, como Beethoven temia que rissem dele. A mediocridade é cruel. Mas, quando a poeira da História toma assento, é o gênio que fica, e só o gênio, nada mais.

Jogada ensaiada

Postado em Joga bola em fevereiro 10, 2011 por Schaffner

Imortal Tricolor

Postado em Joga bola em outubro 24, 2010 por Schaffner

O filme da melhor torcida

Postado em Cinema, Joga bola em setembro 2, 2010 por Schaffner

Pra continuar a Copa

Postado em Joga bola em julho 14, 2010 por Schaffner

PES 2011 vem aí

O guerreiro do Hexa

Postado em Joga bola em julho 7, 2010 por Schaffner

Rafael Cortez, do CQC, enganou todas as emissoras de TV na Copa. Hilário.


A sabedoria de Galeano

Postado em Fotografia, Joga bola, Literatura em julho 6, 2010 por Schaffner

Em Montevidéu, Diogo Olivier toma um café com Eduardo Galeano. O assunto, claro, o futebol da Celeste. Saboreie a sabedoria do escritor, em meio às belas fotos de Nauro Júnior

“Houve um período longo e triste no qual o futebol uruguaio misturou coragem e violência. A garra charrua foi reduzida a pancadas. Na final de 1950, o Brasil cometeu o dobro de faltas do Uruguai. Foi depois que começamos a nos sujar, entrando nesta história de que ser valente é ser bruto. Por isso a importância desta seleção: ela promove o nosso reencontro com o bom futebol, sem violência e com humildade de espírito.”


“O nosso país é futebolizado. Os nenês nascem gritando gol. Por isso nossas maternidades são tão barulhentas. É uma religião nacional. A única que não tem ateu. Somos poucos: 3,5 milhões. É menos gente do que um bairro de São Paulo. É um país minúsculo. Mas todos futebolizados. Temos um dever de gratidão com o futebol. O Uruguai foi colocado no mapa mundial a partir do bicampeonato olímpico de 1924 e 1928, pelo futebol. Ninguém nos conhecia.”

“(Em 1950) Festejamos como merecíamos. Obdulio Varela, nosso grande capitão, passou a noite inteira bebendo nos bares do Rio com os vencidos. Este é o Uruguai de verdade: de um homem capaz de passar a noite inteira abraçado aos vencidos. Este é o Uruguai que eu amo. Do contrário, mudaria de país. Perguntei a ele uma vez: “Obdulio, me diga uma coisa. Prometo não publicar. Você se drogou alguma vez para jogar?” E ele, sério: “Sim: vinho”. Eram outros tempos. E outras pessoas.”


“Escutei o jogo pelo rádio. Quando o Brasil abriu o placar, caí de joelhos. Eu era um menino muito católico. Pedi: “Deusinho, faça um milagre, por favor”. Fiz uma promessa. E o Uruguai ganhou. Aí saí para a rua com a população inteira. Até os paralíticos apareceram. Até os mortos ressuscitaram. Festejei a noite inteira e esqueci da promessa. O que me salvou a vida, senão eu seria um destes loucos a vagar pela rua rezando (risos).”

“Fomos a primeira seleção a admitir negros, em 1916. O primeiro poema da história da literatura foi feito pelo peruano Jose Parra para Andrade, ídolo nosso nos anos 1920 e na Copa de 1930, chamado pelos franceses de “A Maravilha Negra”. Fomos precursores em muitas coisas. Inclusive na criação de um futebol inexplicável.Tenho um amigo técnico que me disse certa vez uma frase inesquecível: o futebol é um reino mágico, onde tudo pode acontecer. Então o Uruguai pode ganhar da Holanda e depois vencer da Espanha ou Alemanha. Seria maravilhoso, porque o bom que a vida tem é a capacidade de sofrer. Se fosse tudo previsível não teria graça.”


A reportagem completa você lê no site da Zero


Força, Uruguay

Postado em Joga bola em julho 6, 2010 por Schaffner

Chuteira amaldiçoada

Postado em Joga bola em julho 4, 2010 por Schaffner

Do Christian Carvalho Cruz, no Estadão de hoje.

Mais do que o maior espetáculo da Terra – sorry, Carnival -, a Copa do Mundo que entra em sua derradeira semana encerra uma saga cinematográfica: a do mexicano Alejandro González Iñárritu, o cineasta de Amores Brutos, 21 Gramas e Babel. E encerra com a carga máxima de um bom Iñárritu: cheia de dores. Falo do comercial que ele filmou para a Nike, um curta-metragem de três minutos chamado Write the Future (Escreva o Futuro) estrelado pelas maiores estrelas do futebol internacional. Iñárritu está todo ali, com sua desorientação temporal, as narrativas múltiplas, os cortes finos e tensos, a fotografia vibrante. Só é curioso que a Nike tenha chamado um artista obcecado pela incomunicabilidade humana para fazer justamente uma peça de comunicação. Mas deixe estar. O resultado é não menos que sensacional, como atestam as mais de 18 milhões de vezes que o anúncio já foi visto no YouTube desde maio.

Mas àquilo que estreou como épico a Copa fez o desfavor de dar um epílogo com ares de maldição tragicômica. Com a queda de Portugal e Cristiano Ronaldo e do Brasil e Robinho nas quartas de final fechou-se o ciclo dos astros de Iñarritu, que chegaram à África do Sul na condição de Marcellos Mastroiannis da bola e voltaram para casa com o filme queimado – uns mais, outros menos, mas todos com a película tostada. São eles, pela ordem de aparição na propaganda: Drogba, Cannavaro, Rooney, Ribéry e Cristiano Ronaldo. Se entendi bem, o comercial é sobre triunfar ou fracassar, glória ou anonimato. É sobre como todos podemos traçar nossos destinos, virar nome de estádio, sir inglês, estátua em praça pública, ou acabar um barrigudo pobre morando num trailer e comendo grude. A diferença entre um futuro e o outro estaria no uso ou não das chuteiras da marca, é claro. Veja lá:


Mas já diria o filósofo Pelé que o futebol é uma “little box of surprise”. E, apesar da genialidade do comercial de Iñarritu, sem dúvida um dos marcos desta Copa de poucas emoções, deu tudo errado. O marfinense Drogba, gigante no Chelsea, da Inglaterra, era para ser um dos artilheiros do Mundial. O roteiro era esse. Marcou um solitário golzinho contra o Brasil e naufragou com sua seleção. E o italiano Cannavaro, capitão da Azzurra que levantou a taça em 2006? No filme da Nike ele ataca de salvador da pátria ao afastar uma bola, um gol certo, de bicicleta. E então corta para um programa de auditório em que o crooner Bobby Solo, o Elvis Presley da Itália, exalta o beque, que ri com todos os dentes enquanto mocinhas de collant dançam dentro de bambolês. “C’è Cannavaro! C’è capitano! C’è Cannavaaaaarooo”, canta solo o seu refrão pegajoso. Podia bem virar “c’era Cannavaro” depois da falha medonha do capitano contra o Paraguai, que culminou no empate do adversário e ajudou a Itália a não passar da primeira fase. C’era Cannavaro, pois ele anunciou aposentadoria do posto.

O anúncio foi elaborado durante um ano pela agência de publicidade da Nike. Depois, lá se foram três meses de filmagens e edição. Houve locações na Espanha, na Itália, no Quênia e na Inglaterra. Quanto custou é um segredo, mas entendidos do mercado dizem que não se espantariam que o spot de três minutos tivesse consumido mais dinheiro do que um ou dois longas de Iñárritu. A Nike não comenta oficialmente a, digamos, maldição. Um de seus assessores no Brasil afirmou que “Copa do Mundo é assim mesmo, os times vão sendo eliminados, não dá pra impedir”. Correto. A eliminação não dá para impedir. Mas e a eliminação sem que os astros-craques fizessem aquilo que se esperava deles – incluindo a Nike e seu comercial? Parece que eles resolveram escrever um futuro diferente…

Ronaldinho Gaúcho também está no filme, mas seu futuro sem presente foi Dunga quem escreveu (por tortas linhas, ok). A Nike tentou contornar isso tempos depois rodando 30 segundos exclusivos com Robinho. Sexta, contra a Holanda, ele tentou vencer na base do chilique, gritando com um adversário caído. No futuro escrito por suas pedaladas no comercial ele vira moeda, alegoria de carnaval e até santo. Quase ninguém soube: 500 mil espiadas no YouTube. E o inglês Wayne Rooney, então? No comercial, ele está impagável como o Rooney que deu certo (feito sir pela rainha e humilhando Federer numa partida de pingue-pongue) e também como o Rooney que deu errado (o pançudo morador de trailer que pinta as riscas do campo em que um dia sonhou brilhar).

Na vida real, é menor que um Serginho Chulapa. O brasileiro marcou duas vezes em 82, o inglês tem só um gol em Copa, em 2006. Em 2010, até o sul-africano Tshaballa foi maior que Andy Rooney. Mas o futuro dele, o de nenhum dos Nikeboys – pra dizer a verdade, o de nenhum jogador que veio à África do Sul, seja da Nike, da Adidas, da Puma… – vai mudar como num filme de Iñárritu. Pelo menos não por causa do futebol. E isso fica claro numa zona mista pós-jogo. Zona mista é o corredor por onde os jogadores deixam o estádio. Antes de chegar a seus ônibus eles param, se tiverem vontade, para falar com os jornalistas.

O que se vê ali, quando estão à paisana, banhozinho tomado, é uma competição entre homens querendo mostrar quem tem o relógio maior, mais caro e mais cafona. Todos levam um no pulso. E também quem é dono dos mais possantes fones de ouvido para seus iPods. No momento, vence quem tiver um modelo da linha Monster Bucks, idealizado pelo rapper americano Dr. Dre. Serve só para ouvir música (não faz ligações, não paga conta no banco nem frita ovo) e pode custar US$ 400. Esses caras já escreveram seus futuros.

Sem meias palavras

Postado em Joga bola em julho 4, 2010 por Schaffner

Vi no Urbe

Dunga furioso: episódio final

Postado em Joga bola em julho 4, 2010 por Schaffner

Festa castelhana

Postado em Joga bola em julho 3, 2010 por Schaffner

O vídeo é dica do Fabrício

O texto, de Jorge Savia, do El Pais

Es como si el destino quisiera que fuera de esta forma. Casi igual que aquella vez. Con alargue. Y en esta ocasión con un dramático agregado: la definición por penales. Pero fue así, Parecido. Agónico. Como en aquel entonces, cuando Luis Cubilla “inventó” un centro en la prórroga contra los rusos, ahora una locura por estilo de Sebastián Abreu, que en el último remate de la serie de cinco decidió “pinchar” la pelota para hacerla entrar suavemente, mientras el arquero ghanés se desparramaba contra un palo, terminó de meter a Uruguay entre los cuatro mejores del mundo, como hace 40 años.

¡Qué locura! ¡Qué tremendo! Y qué justo, aparte, porque -sacando ese otro penal que Ghana erró cuando expiraba el tiempo reglamentario- Uruguay fue más, estuvo más cerca de ganar. No pudo ser, pero quizá fue el destino, que quiso que Abreu se hiciera pasar por Cubilla y así, con el corazón de tres millones de uruguayos golpeándoles la garganta, metiera a “la Celeste” en las semifinales del Mundial.

El primer tiempo, dentro de un marco de imprecisión casi general, transcurrió partido en dos mitades, que medidas en materia de tiempo no fueron iguales, porque fue más extenso el predominio de los celestes. En ese sentido, fue claro que los celestes estuvieron, si no a punto de ponerse en ventaja, muchísimo más cerca de lograrlo que su adversario, que más impreciso aun que cuando el conjunto dirigido por el maestro Tabárez trató de desdoblarse por las bandas, por donde “Maxi” Pereira y Fucile carecieron de la claridad acostumbrada, apenas si consiguió armarse como para pasar el medio en dos oportunidades.

En ese período quedó la sensación de que únicamente era cuestión de que Uruguay afinara la puntería y embocara a los africanos. Sin embargo, no fue así y a partir de los 25`, con mayor cuota de acierto en los pases, procurando llegar por la derecha y, fundamentalmente, tratando de no pasar por la zona central del campo de juego, donde en los partidos anteriores la dupla de Diego Pérez y Arévalo Ríos se había constituido en una muralla, Ghana empezó a sacarse a los celestes de encima, a inclinar la cancha para el área contraria.

Se dio vuelta todo en un rato porque, además de la salida de Lugano por lesión, que no incidió mucho porque con Scotti la zaga siguió firme, el zapatazo de Muntari para poner a Ghana en ventaja surgió en un pasaje en el que parecía que el mediocampo celeste entraba a sentir el enorme desgaste realizado en el partido con los coreanos.

Ahí, sin embargo, en el entretiempo, entró a jugar Tabárez, que sacó a Fernández, puso a Lodeiro en la izquierda, pasó a Cavani a la derecha y, si bien el “Nico” no gravitó demasiado fue más encarador que el “Flaco” en la salida hacia campo adversario y, con eso y la resurrección física de Uruguay, otra vez se dio vuelta la cancha.

Ahí, entonces, con Ghana controlado, el técnico celeste “se jugó” la ropa ya que, en lugar de poner a un contragolpeador veloz, corredor, como podía ser Sebastián Fernández, puso al “Loco” Abreu y llegó a jugar con tres, en vez de cuatro volantes, y por pasajes llegó a hacerlo con un terceto atacante.

Así dominó Uruguay, tuvo constreñido a Ghana en su cancha, pero no pudo embocarlo. Entonces, aunque Tabárez al poner a Abreu por Cavani se jugó a ganar, se fueron al alargue, donde se emparejó de nuevo el trámite, hasta que llegó ese final angustiante, dramático: rebotes en el área celeste, penal y expulsión de Suárez por sacar con la mano una pelota que entraba y el travesaño que salva a Muslera.

Así, pues, se fueron a los penales. A la emoción contenida, mientras el corazón golpeaba en la garganta. Entonces, primero apareció Muslera para atajar dos. Hasta que llegó el último y, tal vez el destino quiso que Abreu fuera el encargado de patearlo. Porque el minuano se mandó otra locura como la que hizo Luis Cubilla en 1970 contra los rusos, y decidió ¡pincharla! ¡Ay, “Loco”! ¡Qué bárbaro”! ¡Ay, “Loco”! No fue él solo, fueron 13 leones, claro; pero esa locura metió a Uruguay en las semifinales del Mundial. Como hace 40 años.

O Uruguai está loco

Postado em Joga bola em julho 3, 2010 por Schaffner

Diogo Olivier, de Montevidéu, conta a emoção dos uruguaios com a classificação da Celeste.

São mesmo estranhos estes uruguaios. Ontem, quando El Loco Abreu cometeu sua maior loucura ao cobrar o último pênalti contra Gana com uma irresponsabilidade santa que nenhum jogador brasileiro mostrou nesta Copa, eles saíram todos para a rua. Ao mesmo tempo. E passaram a cantar assim, numa só voz:
Soooy Celeste…
Soooy Celeste…
Soooy Celeste…
Celeeeste soy yo!

Deu até medo. Não parava de sair gente das portas dos prédios e das casas. Seguiram todos para a 18 de Julho de alegrias e tristezas. Também fui. A certa altura flagrei uma mãe jovem, 30 e poucos anos no máximo, bandeira na mão, o rosto pintado de azul e branco com o sol amarelo em volta do olho esquerdo, gritando com a filhinha. Me aproximei. Com o buzinaço, os fogos e a gritaria toda, não escutei nada. Me aproximei um pouco mais. Agora, sim. Sabe o que gritava a mãe para a menina, chorando e sorrindo?
– Soooy Celeste….
A guriazinha, uns dois anos no máximo, engatou na terceira vez:
– Soooy Celeste…

E se perderam as duas cantando no meio da multidão, de mãos dadas. É isso: os uruguaios sentem a Celeste como se ela fosse uma extensão de suas próprias vidas. Não é tão importante ganhar ou perder. Eles só querem amá-la, como os pais amam os filhos sem pedir nada em troca. Exagero? Preste atenção nas cenas a seguir.
Cerca de 40 mil pessoas assistiram na Praça da Independência ao sofrimento inesquecível que foi a classificação do Uruguai. Formou-se um cenário de sonho. Em volta, prédios antigos, alguns dos anos 1950, com papel picado caindo lá do 25º andar e bandeiras nas sacadas. Ao centro, uma estátua gigante do general Artigas montado em seu cavalo. Aos pés do monumento, os jogadores no telão. Por toda a parte, gente.

Gente de todas as idades. Quem disse que o Uruguai é um país de aposentados não entende nada de Uruguai. Crianças e adolescentes aos montes torceram e depois festejaram nas ruas ontem com os rostos pintados. Eles só haviam ouvido histórias de celebrações assim dos avós e talvez bisavós, nas Copas de 1950 e 1930. Agora já têm o que contar para os filhos. John da Silva tem 32 anos e vende panchos e chivitos. Para o jogo, tomou a seguinte providência. Desfalcou o seu carro de som e o instalou na carrocinha, com dois potentes alto-falantes. Sabe por que ele fez isso? Só para ligar no volume máximo quando chegasse a hora de tocar o hino uruguaio, antes da partida.
– É um sentimento. A Celeste, o Uruguai, o nosso hino: somos todos uma coisa só – disse John meio sem jeito, achando que não estava sabendo se explicar direito quando, na verdade, era justamente o contrário.

E o que dizer do velhinho vendendo pôsteres da Celeste com a seguinte frase: “Gracias. Já cumpriram (o seu dever)”. Isso antes da classificação. Não importava ganhar ou perder, como repetia a apresentadora do canal Teledoce durante a cobertura da festa por estar entre os quatro melhores. Detalhe: é “entre os quatro melhores” e não “semifinal”. Não apareceu “semifinal” nas rádios e TVs em momento algum. Então, aconteceu. Parece roteiro de filme, mas aconteceu. Surgem as imagens dos jogadores chegando ao hotel na África. O técnico Oscar Tabárez diz:
– Eles vieram cantando no ônibus.

Aí eles saem do ônibus, se abraçam e formam uma roda. Pulam e cantam. E cantam o quê? Isso mesmo:
– Soooy Celeste….

Sabe, deu uma baita vontade de ser uruguaio ontem.


Alemanha 4 a 0

Postado em Joga bola em julho 3, 2010 por Schaffner

na Argentina.

Vou ligar para o Maradona.

Bye, Argentina

Postado em Joga bola em julho 3, 2010 por Schaffner

Milagro celeste

Postado em Joga bola em julho 2, 2010 por Schaffner


A imagem, tirei daqui. O texto é do jornal uruguaio El Pais

Uruguay derrotó a Ghana en una infernal definición por penales 4-2 y se metió entre los cuatro mejores del mundo por primera vez en 40 años. Los 90´ reglamentarios y los 30´ de alargue finalizaron igualados 1-1. En la última jugada del tiempo extra, Gyan mandó al travesaño un penal cometido por mano de Suárez, quien se fue expulsado. En los penales, Muslera tapó dos y Abreu… ¡picó el último! y metió a la celeste en semifinales. Se viene Holanda.

Uruguay comenzó mejor que Ghana. A los 3´, el “Flaco” Fernández mandó un centro desde la derecha que se cerró y cruzó por delante del arco africano sin que ningún uruguayo pudiera conectar. Posteriormente, Luis Suárez tuvo dos grandes ocasiones: la primera a los 10´, cuando se sacó un rival de encima y remató al arco, pero su intentona fue bien conjurada por Kingson, y a los 26´, cuando nuevamente se enfrentaron arquero y goleador, y volvió a salir airoso el africano al mandar al corner con espectacular atajada otro potente tiro con olor a gol del 9.

Unos minutos antes, Mensah por poco se la mandó a guardar a su guardameta cuando, tras un corner, despejó para el lado equivocado. Kingson volvió a salvar. Hasta allí, Uruguay era más y no sufría ningún tipo de problemas en defensa. Sin embargo, Ghana encontró la pelota y en base a su velocidad comenzó a generar preocupación.

A los 30´, el duro Vorsah cabeceó en buena posición tras un corner desde la izquierda, pero su disparo se perdió afuera. No fue gol, pero había sonado la primera alarma. Sesenta segundos después, Gyan por poco corona una contra letal iniciada a pura velocidad por Boateng en el sector derecho, pero gracias a todos los santos su tiro rastrero se perdió desviado.

La primera mala noticia para la celeste llegó a los 38´, cuando el capitán Lugano debió retirarse debido a un golpe sufrido algunos minutos atrás, cuando Vorsah se le cayó encima tras un corner a favor de Uruguay. Ingresó Andrés Scotti. Ghana seguía insistiendo: Muntari (39´) cabeceó desviado tras un pelotazo cruzado.

Cuando parecía que la primera mitad se iba sin goles, que era lo mejor que le podía pasar a la celeste en ese momento, Muntari (45´ + 2´) tuvo su revancha y marcó en la jugada, en apariencia, menos peligrosa de los africanos. Desde más de treinta metros, remató sin muchas pretensiones, pero la “Jabulani”, para variar, tomó un raro efecto que descolocó a Muslera y se coló en la meta uruguaya. Un gol doloroso. Así se marchó la primera mitad.

Los ghaneses iniciaron mejor el complemento, pero Uruguay-ya con Lodeiro en cancha- rápidamente reaccionó e igualó el tanteador a los 55´, por intermedio de Forlán, quien despachó un fenomenal tiro libre, de esos de su estilo, que descolocó a Kingson para decretar la sufrida igualdad. Uno a uno y pelota al medio. Gyan (58´) sacó la cara por los africanos, pero Muslera detuvo, a medias, su rastrero disparo. Sin embargo, el gol del empate entonó a Uruguay, que, con mucho amor propio, creció y se acercó cada vez con más y más peligro a la valla rival.

Suárez tuvo el gol en dos ocasiones: a los 60´ la tiró afuera tras centro de Forlán y a los 70´, luego de buena combinación con Lodeiro, vio como su tremendo zapatazo era enviado al corner por Kingson en espectacular atajada. Cinco minutos después, Forlán probó con otro remate libre que pasó cerca del palo izquierdo del arquero africano. El maestro Tabárez, viendo que se podía y que anímicamente Uruguay estaba más entero, mandó a Abreu a la cancha (salió Cavani).

La celeste, con gran corazón, se llevaba por delante a su rival y era más, pero no pudo definirlo y los 90´ finalizaron igualados en un gol. El primer tiempo del alargue no modificó las cosas. Un poquito mejor Ghana al comienzo y luego (infructuoso) dominio celeste. Eso sí, el cansancio ya estaba jugando su partido…

A los 9´ de la segunda mitad del alargue, Forlán gozó de una buena chance, pero su tiro se perdió afuera cuando se encontraba en buena posición dentro del área. Un minuto después, el “Mono” Pereira desbarató una peligrosa jugada ghanesa reventando la pelota al out ball. Boateng, faltando dos minutos, cabeceó afuera paralizando el corazón de todos los uruguayos. Sin embargo, la jugada que por poco mata a todos los uruguayos fue la última del maratónico partido: Suárez despejó la pelota con la mano en la línea de gol cuando la pelota se metía y el juez portugués cobró penal y expulsó al 9 celeste.

Asamoah Gyan asumió la responsabilidad, pero su potente remate pegó en el travesaño y se fue afuera. ¡Increíble! Uruguay seguía vivo. Así se marcharon los 30´ de alargue y llegaron los penales. En esa instancia, Fernando Muslera se vistió de héroe y tapó dos, pero el milagro lo completó Abreu ¡¡¡picando el último!!!

¡Uruguay entre los cuatro mejores del mundo!

Un nuevo milagro celeste, uno más…


Avante, Uruguai

Postado em Joga bola em julho 2, 2010 por Schaffner

Texto do colega Diogo Olivier, publicado hoje em Zero Hora.

Elas sorriem para a gente em todos lugares, porque o sol da bandeira do Uruguai sorri. Há bandeiras do Uruguai por todos os cantos de Montevidéu. Faça um esforço, use a imaginação. Onde mais pode ser desfraldada uma bandeira nacional? Pensou? Bem, os uruguaios pensaram antes. A Celeste que hoje enfrenta Gana por uma vaga na semifinal da Copa do Mundo está abraçada por um país inteiro.

Durante a hora e meia de voo desde Porto Alegre, tive uma ideia luminosa. Parecia uma grande sacada, ao menos. Assim que pisasse no Aeroporto de Carrasco, passaria a contar cada bandeira que avistasse nos 25 quilômetros de percurso até o hotel, no centro. Comecei bem, mas desisti na bandeira 25, passando a praia de Pocitos. Nem se eu girasse o pescoço a 360º seria possível. Era bandeira para todo o lado.

É que não é só na janela do carro ou na sacada de casa. Na terra de José Artigas e Diego Forlán, dois heróis nacionais na mesma medida nestes tempos de Copa, um de espada na mão, o outro fazendo gols na África, o pavilhão virou tsunami.

Duvida? Vou provar.

Em meio aos produtos à venda, por toda a 18 de julho. Acima das fachadas das lojas, de frente para a rua. No chão, em caixas de papelão, numa esquina de Punta Carretas. Nos ombros de homens e mulheres, velhos, jovens ou crianças. Nos caixas dos supermercados. Nos balcões dos bares. Dependurada nos tetos. Ao lado das churrasqueiras dos restaurantes. No vidro do motorista nos ônibus, TODOS os ônibus.

Mirya Ruidia percebeu que vender bandeiras do Uruguai com a seleção nas quartas de final 40 anos depois da última vez, na Copa de 1970, no México, era bom negócio. Abandonou todos os outros badulaques de sua banca, inclusive a cuia para cevar o mate. Agora, ela passa o dia sorrindo como os sóis que iluminam sua tenda, os pesos a lhe estufarem os bolsos.

– Começou quando ganhamos da África do Sul. Não esperávamos nada deste time, e veio aquele triunfo. Aí deslanchou. Eles (os jogadores) nos deram o suficiente – diz Mirya, que vendeu 313 bandeiras no dia do jogo contra a Coreia do Sul.

Hoje, às 15h30min, Mirya será uma entre os milhares que assistirão à Celeste no telão gigante armado na Praça da Independência, de frente para a 18 de Julho, o mausoléu de Artigas às costas. Não é feriado oficial, mas, como os ministros da Saúde, Daniel Olesker, e do Turismo e Esporte, Héctor Lescano, entre outras autoridades, já avisaram que não vão trabalhar para ver o jogo no telão, o sinal está dado. O Uruguai vai parar hoje. À espera de milhões de sorrisos como o do sol da bandeira nacional, um sol que sorri para a gente.


Enterro do Dunga

Postado em Joga bola em julho 2, 2010 por Schaffner

Sabotagem

Postado em Joga bola em julho 2, 2010 por Schaffner

Dr. Runco não perdoa. Médico da seleção brasileira tira Robben da decisão.

Pra cima dos caras, Robinho

Postado em Joga bola em julho 2, 2010 por Schaffner

Vuvuzela neles

Postado em Joga bola em julho 2, 2010 por Schaffner

Miles Davis na torcida

Laranja mecânica

Postado em Joga bola em julho 2, 2010 por Schaffner

Seleção da Holanda acaba de chegar ao estádio.

Dunga ataca de novo

Postado em Joga bola em julho 1, 2010 por Schaffner
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